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Indicadores de seleção dos fundos setoriais Agosto 11, 2007

Posted by marciadepaula in inovação.
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Os fundos setoriais (administrados pelo FINEP) são um dos principais instrumentos para o financiamento das atividades de P&D no País, além é claro dos FAP’s.

O intuito deste artigo é discutir os indicadores de seleção dos projetos vencedores dos editais, pois há claramente um certo desbalanceamento em favor da academia em detrimento dos institutos de pesquisa.

Patentear ou Publicar?

As entidades de financiamento de pesquisa no Brasil não consideram a patente como uma forma de publicação e valorização do pesquisador. Em consequencia disso, é mais vantajoso para o pesquisador optar apenas pelas publicações, afinal com um registro de patente este não é bonificado com mais verbas de fomento ou com mais pontos em concursos públicos, por exemplo.

Um problema também encontrado é longo período que se leva para depositar uma patente (anos). Neste mesmo período é mais interessante para o pesquisador optar por publicar vários artigos frutos do trabalho de pesquisa. O retorno é em curto prazo.

É claro que a patente poderá se transformar em um ativo com o seu posterior licenciamento. Mas isto é hipotético e há muitas variáveis que envolvem o sucesso da idéia num produto final. O que o pesquisar quer é a verba de imediato para o seu próximo projeto. Como a patente não concede benefícios deste tipo ao pesquisador, este só publica.

Enfim, como comparar os inúmeros artigos publicados pela academia com um pedido de patente dos institutos? Como tornar a escolha dos projetos vencedores mais justa, dando espaço em igualdade de condições a todos?

Sugestões são bem vindas! =)

M.

Estudo Exame Inovação Agosto 6, 2007

Posted by marciadepaula in inovação.
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“O poder da inovação: o próximo salto na economia e nos negócios depende da capacidade de inovar”. É, a revista Exame do mês de Agosto/2007 mostrou estar antenada ao publicar uma excelente reportagem sobre Inovação. A reportagem é estruturada em Políticas, Entrevista, Perfil, Parceria Gestão e Estratégia. Abaixo alguns trechos da reportagem:

Políticas

De acordo com um estudo a ser publicado pelo Banco Mundial, a falta de espírito inovador nas empresas (brasileiras) é o maior vilão do baixo crescimento econômico do país.
(…)
O sociólogo Glauco Arbix formulou com clareza o principal desafio do momento. “Pesquisa básica é uma forma de usar dinheiro e transform-alo em conhecimento”. disse. “Já a inovação é uma forma de usar conhecimento e transformá-lo em dinheiro”.
(…)

Entrevista

O economista William Baumol, tem uma receita para países que buscam o crescimento – é preciso combinar a energia dos empreendedores e a capacidade produtiva das grandes empresas.
(…)
Mesmo hoje as pequenas firmas são necessárias?
Baumol: Sem dúvida, apesar de as grandes corporações concentrarem 70% dos investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento. Basta olhar o caso da indústria de tecnologia. Google e Microsoft começcaram como empresas minúsculas, mas olhe o que se tornaram e seu papel na história do capitalismo.

Como uma país como o Brasil pode canalizar a energia inovadora do jeito certo?
Baumol: A primeira coisa a fazer é garantir proteção ao empreendedor com um bom sistema de patentes e um sistema judicial efetivo. também é muito importante que os contratos sejam rigorosamente respeitados. (…) Outra idéia interessante é criar uma agência que facilite a importação de tecnologias. todos os países vivem de tecnologias de outros.

(…)

Perfil

A revista também trás uma reportagem sobre o biólogo e cientista-empreendedor Fernando Reinach, considerado por Paulo Henrique de Oliveira Santos (presidente do fundo de capital de risco da Votorantim) “alguém que consegue entender tanto de ciência como de negócios – qualidades que raramente se encontram na mesma pessoa”. Reinach aponta um “ranço contra o capitalismo” no meio acadêmico nacional. Já as companhia brasileiras parecem achar que inovação não é algo que lhes diz respeito.

Parceria
Inova: Agencia da Unicamp que registra e negocia patentes de descobertas da universidade incuba novos empreendimentos e estabelece parcerias com a iniciativa privada. Nasceu com o princípio de que uma brilhante descoberta registrada e engavetada não vale muito para a univerisade – ou para a sociedade como um todo. “Só o licenciamento das patentes pode transformar o conhecimento em algo que traga benefício para a população”, afirma José Tadeu Jorge, reitor da Unicamp.
(…)

Completando o estudo na quesito Gestão, Exame descreve o exemplo da pioneira Genentech (empresa de biotecnologia) e em Estratégia cita o exemplo de empresas no ramo de T.I. que foram ultrapassadas pelas concorrentes pela incapacidade de inovar.

Por último é mostrado um quadro a cerca dos mitos em inovação:

Por que é tão difícil inovar
Levantamento da Booz Hamilton derruba mitos a respeito da capacidade de inovação das empresas

MITO: Investir em pesquisa traz retorno financeiro
REALIDADE: Não há relação comprovada entre gastos em pesquisa e desenvolvimento e crescimento, lucratividade, valor de mercado, retorno aos acionistas e outros indicadores financeiro.

MITO: Inovação não é privilégio de poucos
REALIDADE:Saber inovar é exceção. Apenas 94 companhias, entre 1000 analisadas pela Booz Allen, mantiveram bons retornos dos investimentos em P&D durante um longo período.

MITO: Empresas maiores investem mais
REALIDADE: Nas 500 maiores empresas do levantamento, os gastos em P&D foram equivalentes a 3,5% das vendas; nas 500 menores, a proporção sobe para 7,6% das receitas

MITO: Patentes são garantia de mais lucros
REALIDADE: A boa notícia é que aumentar o orçamento de P&D pode resultar em mais patentes; a má é que não há relação comprovada entre o número de patentes e a performance financeira.

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Fonte:
http://portalexame.abril.com.br/static/aberto/estudosexame/inovacao_898/m0134333.html